8 de mai de 2013

traduzir o vidro
em um ônibus vetusto

incidir na amenidade
da sombra,
a maquiagem viciada,
duas ou três sacolas
desimportantes

abraçar o fim de tarde
em ruídos
como ontem

sentir a desordem
do corpo
das calçadas

essas feridas truncadas
essas horas de asfalto
esses bancos tão duros
como tudo

2 comentários:

Leonardo B. disse...


["sentir a desordem"

o desconforto ameno,
o suar palavra a palavra
verso.]

um imenso abraço,

Lb

Fred Caju disse...

Te achei por aí, te coloquei por aqui: http://cronisias.blogspot.com.br/2013/06/procurava-ocupar-o-vazio-da-estante.html