tenho tido tropeços
tenho olhado pros lados
sentido
bebido
blefado
tenho visto apontarem
tenho visto medirem
tenho visto provarem
tenho asfixia
quero o ar do mundo
quero os metros de corpo
os tipos de rosto
as caras cansadas
as rugas
os erros
quero a infâmia
quero o afogue
quero ser vil.
também estou farta de semideuses.
16 de ago. de 2007
17 de jul. de 2007
13 de jul. de 2007
vinho lareira a revolução dos bichos los hermanos bem alto velhas fotos meus filmes filmes filmes palavras palavra mais vinho mais água um calor nesse frio eu sozinha - tão bom ficar só - silêncio los hermanos - mais alto - calor vinho mais vinho enquanto toca o vencedor (nao faz isso amigo já se sabe que você só procura abrigo mas nao deixa ninguém ver) (eu já nao sou assim muito de ganhar) a taça esqueci a taça e um manjar hum e a sua mãe também e um vinhozinho a mais que sou feliz e nem sei se sei
18 de jun. de 2007
9 de jun. de 2007
conversávamos sobre loucura. e cada um concluía, um pouco mais, que loucos somos todos. mas conversávamos sobre as loucuras dos outros, a cabeça dos outros, nos outros, os outros. o primeiro tempo foi fácil enquanto não mexíamos com os nossos devaneios, Meus detalhes são normais, os outros, loucos. a loucura acaba fácil esconder quando está nas nossas caras - é um entedimento tácito, um subentendimento, é aquilo que sabemos, mas é claro que não vamos falar. falamos. e o segundo tempo começava intempestivo, as palavras saindo como um tapa e um alívio, mas saíam bem e fluíam - e naquele momento discutíamos nossas próprias convicções. êxtase. as palavras para quem devia ouvi-las - os que já as sabiam - e ainda assim para os quais era difícil dissertar. a nós mesmos e às nossas loucuras. um tempo breve e no seu fim um Quem não usa de seus devaneios?, Quem os têm por amor?, e Quem não os têm, somente?, bom o momento em que - um silêncio - a consciência fez com que os absurdos alheios nos apontassem os dedos na cara e perguntassem como vamos, como quem manda revisar seus desvarios, os seus desvios. e nós vamos bem, devaneando um pouco e sempre, e com isso mais reais, mais reais ainda. como nós, como os outros, como os certos, quando o homem sentado a minha frente diz que os certos são aqueles que sabem bem administrar suas loucuras.
1 de abr. de 2007
coisa absurda de distância
que mais me dá desejos:
essa falha no tempo
essa falta de beijos
tua temperatuda cessa
o meu déficit de calor
minhas memórias distraem
qualquer tipo de pudor
querer ficar bem longe
quanto mais, mais quero
- a ti.
indescritível
incansável
inexplicável
- serve apenas pra sentir
(são muitos meus eus-líricos)
que mais me dá desejos:
essa falha no tempo
essa falta de beijos
tua temperatuda cessa
o meu déficit de calor
minhas memórias distraem
qualquer tipo de pudor
querer ficar bem longe
quanto mais, mais quero
- a ti.
indescritível
incansável
inexplicável
- serve apenas pra sentir
(são muitos meus eus-líricos)
7 de mar. de 2007
aniversario com chuva. e entro sorrindo - um pouco é do vinho, meia garrafa de sorrisos pedindo mais água. hoje a pisciana inerte aqui floresceu pra mostrar a mim mesma - que tanto tentei escondê-la - de que sou feita, quem somos. me deixou à flor da pele e assim fiquei, cheia de amor. amando os meus gostos, os meus planos, as minhas causas, as minhas pessoas, as nossas, a chuva. pego mais uma taça pra aumentar o amor. hoje eu quero lavar a alma.
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