20 de mai de 2012

deixei tuas roupas na calçada

despi teus versos
o gosto das mãos em meu rosto
as datas
as tardes
os poemas

na porta de casa,
a tua partida
atravessada na garganta

2 comentários:

Raul Motta disse...

todo vivido
fica
gravado na pele

.

belo poema!

Abs.!

Nina disse...

aiiim, que lindo, que bom que tu voltou a publicar aqui! beijinhos mexicanos