4 de jun. de 2012
20 de mai. de 2012
18 de mai. de 2011
17 de jan. de 2011
5 de dez. de 2010
uma mulher morre apedrejada
porque deus criou desejos
para serem soterrados
sob constituições humanitárias
uma mulher morre apedrejada
porque mulheres não falam
porque mulheres não sentem
porque mulheres não gozam
uma mulher morre apedrejada
porque desafia prescrições bélicas
de senhores patriarcais
- e ama
uma mulher morre apedrejada
para lembrar que mulheres serão apedrejadas
todas as vezes
em que decidirem
abandonar seus escombros
uma mulher morre apedrejada
e constrói ruínas
dentro de mim
porque deus criou desejos
para serem soterrados
sob constituições humanitárias
uma mulher morre apedrejada
porque mulheres não falam
porque mulheres não sentem
porque mulheres não gozam
uma mulher morre apedrejada
porque desafia prescrições bélicas
de senhores patriarcais
- e ama
uma mulher morre apedrejada
para lembrar que mulheres serão apedrejadas
todas as vezes
em que decidirem
abandonar seus escombros
uma mulher morre apedrejada
e constrói ruínas
dentro de mim
![]() |
22 de nov. de 2010
8 de nov. de 2010
as missas dominicais
ainda ensinam,
extensas,
sobre a pureza do vinho
e o milagre
do nascimento.
e eu recordo que aspirei, a vida inteira,
pelos ensinamentos do pai
na hora marcada da ceia
e sobre como procurei acreditar
na história da ressurreição,
do caminho, do pão
e da vida
e não tive, depois disso, muito mais
que um ou dois questionamentos
filosóficos
e não fiz mais que hesitar
quando finalmente ouvi profundidades
sobre a condição humana.
mas eu quis compartilhar destinos
quando tomei escolhas sobre bancos sujos
de rodoviárias
e procurei rememorar mandamentos
na hora da dor não prevista naqueles livros mofados
e suas metáforas de medo.
foram poucas as palavras eruditas que esqueci
para desaprender
minha própria humanidade.
eu precisei rasgar a pele
para conhecer meu alimento.
ainda ensinam,
extensas,
sobre a pureza do vinho
e o milagre
do nascimento.
e eu recordo que aspirei, a vida inteira,
pelos ensinamentos do pai
na hora marcada da ceia
e sobre como procurei acreditar
na história da ressurreição,
do caminho, do pão
e da vida
e não tive, depois disso, muito mais
que um ou dois questionamentos
filosóficos
e não fiz mais que hesitar
quando finalmente ouvi profundidades
sobre a condição humana.
mas eu quis compartilhar destinos
quando tomei escolhas sobre bancos sujos
de rodoviárias
e procurei rememorar mandamentos
na hora da dor não prevista naqueles livros mofados
e suas metáforas de medo.
foram poucas as palavras eruditas que esqueci
para desaprender
minha própria humanidade.
eu precisei rasgar a pele
para conhecer meu alimento.
Assinar:
Postagens (Atom)
